29.4.08

Hope There's Someone

Hope there's someone
Who'll take care of me
When I die, will I go
Hope there's someone
Who'll set my heart free
Nice to hold when I'm tired
There's a ghost on the horizon
When I go to bed
How can I fall asleep at night
How will I rest my head
Oh I'm scared of the middle place
Between light and nowhere
I don't want to be the one
Left in there, left in there
There's a man on the horizon
Wish that I'd go to bed
If I fall to his feet tonight
Will allow rest my head
So here´s hoping I will not drown
Or paralyze in light
And godsend I don't want to go
To the seal's watershed
Hope there's someone
Who'll take care of me
When I die, will I go
Hope there's someone
Who'll set my heart free
Nice to hold when I'm tired

Sonhei

Sonhei, sonhei, sonhei.. levei o sonho até às últimas consequências. Não resisti! Tinha muitas saudades.. Mais uma vez tive que sonhar na idealização pois, em ti, muito pouco foi (e é) realidade!

23 de Abril

Não me apetece escrever sobre ti. E sobre ti. Não me apetece escrever sobre nenhuma de vocês. O problema é que estou quase a adormecer em plena reunião e não posso. Estou no Vimeiro numa acção de hospedeira e estou, neste preciso momento, a dar assistência na reunião de quadros da empresa. O problema, mais uma vez, é que a assistência que presto não passa de estar sentada a espirrar e a sentir o pingo de gota no canto do nariz e a tentar não adormecer em plena "acção". Então o que fazer? Encontrar alguma manobra de diversão ou pelo menos de distracção para que o sono não leve a melhor. Ponho-me a pensar.. errado! O cansaço vence o pensamento e adormeço. Não, não pode ser. Outra coisa! Humm.. mensagens! Vou mandar msgs.(...) Merda! Este ar condicionado deixa-me doente e com sono!! E agora? Bem, vou desenhar ou escrever. Desenhar? Parece mal, afinal estou numa reunião, por mais que nela não participe. Então, escrever! Vamos escrever.. sempre dá a falsa sensação de que estou a trabalhar. Sim, estou a fazer um ar muito sério como se este texto dum relatório se tratasse. Bahh! Agora? Agora que estou a acordar e a ficar entretida é que vão para intervalo. That's it!

28.4.08

Pinguinha

Gosto muito de ti e custa-me imenso ver-te sofrer dessa maneira. Ninguém merece que soframos assim por alguém.. às vezes nem por nós próprios. "Se eu não gostar de mim, quem gostará?" --> o raio do anúncio dos iogurtes danonne ou dos cereais keloggs, whatever lol, que parecem dizer algo tão parvo mas que é tão verdade. Acho que agora até há outro anúncio com uma pequena modificação na frase, mas que contém a mesma mensagem: "Se eu gostar de mim, quem não gostará?" --> parece 1 pouco narcísico, egocêntrico ou convencido, mas é este pensamento ou este tipo de atitude que temos que ter mais perante os outros e, principalmente, perante nós.
Respeito por ti própria é o que tens que ter. Preocupação pelo teu bem-estar e pela tua saúde mental. Anseia pela estabilidade e felicidade e nao anseies por coisas que só te fazem mais ansiosa.
Anseia por ti, não pelo outro.
Um beijo.

26.4.08

(des)controle

Tive o mundo todo na mão
A girar louco a meus pés
Fantoche da minha vontade
Escravo das minhas maneiras

Apareceu num abraço sem fim
Senti e desejei
Sou tudo menos vontade
Descontrolada afastei-me

Do pânico louco eu fujo
Sem abrir os olhos à luz
O espanto que traz a magia
Nem por isso me seduz

Nascimento, morte
Dor ou alegria
Tudo, tudo nos influencia
Mas somos sempre nós que escolhemos
Deixar-nos ir ou decidir
Querer!

Descalça, nua em branco
Em frente à separação
Dois caminhos escolher
Tomar bem a decisão

Destino agarrado na mão
Sou só o que eu escolho ser
Sou eu quem sei e quem sabe
Condenada à liberdade

Procuro o caminho certo
Esse que está sempre em aberto
E se sofro é porque quero
Sou nunca feliz apenas

Nascimento, morte
Dor ou alegria
Tudo, tudo nos influencia
Mas somos sempre nós que escolhemos
Deixar-nos ir ou decidir
Querer!

Acordar num raio de sol
Com um sopro e um beijo
Sair de um sonho, pesadelo
A cada dia eu exijo.


"O meu fado"

9.3.08

..

Quem pagará o enterro e as flores se eu me morrer de amores?

25.2.08

Vida.. Humanos..

Comboio.
S.João -> Paço d'Arcos.

. Um jovem casal estrangeiro. O rapaz é bonito, tem um piercing na orelha esquerda. Ela olha pela janela e vai apontando com o dedo e falando entusiasticamente com ele. Portugal tem zonas bonitas? Eles estão a gostar da viagem. Que futuro terão estes dois jovens?..

. Duas irmãs pretas que na estação compraram um bilhete e meio. A mais velha: "era um bilhete mais um bilhete meio. Um bilhete e meio. É um bilhete de Oeiras para o Cais do Sodré e mais um meio de Oeiras para o Cais do Sodré". Seria tão simples: "por favor, são dois bilhetes Oeiras - Cais do Sodré, um inteiro e o outro meio"; ou ainda: "um bilhete e meio de Oeiras ao Cais do Sodré, sff". Agora, no comboio, a mais velha (do lado da janela) ouve música nos headphones pelo tlm e olha para ele de vez em quando talvez porque espera uma msg. A mais nova brinca com um daqueles brinquedos de alta tecnologia do tipo gameboy (acho que é aquele jogo em que temos que cuidar e domesticar um cão.. a minha prima tem um.. é capaz de ser.. sim, tem todo o aspecto disso).

. A rapariga, perdão, mulher moderna que lê uma revista. Um revista igualmente moderna. Uma Time Out ou uma Psicologia Actual. Bem vestida. Ou super fashion bem vestida. Bonita. Ou a bonita da beleza moderna.

. O homem-do-gameboy-mala-bombista. Entra no comboio com uma certa agitação. Senta-se também agitado e com alguma agitação permance. Agitado e agitação em todo o lado. Outra raça. Talibã. Preconceito. Mesmo no banco em frente ao meu (na linha de Cascais os bancos e consequentemente as pessoas não estão viradas umas para as outras) começa a abrir uma mala - daquelas que aparentam o "tipo reunião" mas são antes do "tipo bomba" - e eu faço todo o filme: homem estranho-bomba - ameaça de explosão - alguém tenta persuadi-lo - mas porque não a detonou ainda? - espera pelo Cais do Sodré onde há muito mais gente - eu sou a pessoa mais próxima - serei partículas mínimas no meio de pó e destroços - uma coisa qualquer cor-de-rosa que uma vez vi explicarem na anatomia de grey - pára de pensar merda Catarina - tens uma imaginação do caraças e os teus filmes disparam ao mínimo estímulo. De repente, ouço uns barulhinhos engraçados e irritantes ao mesmo tempo. Ele está a jogar gameboy. Toda aquela movimentação dentro da "mala do tipo bomba" era para sacar do brinquedo. Mas (há sempre um Mas), ele continua nervoso e olha para toda a gente. Agora já não me parece um possível bombista mas um estranho-nervoso-possível maluco. Está a falar sozinho. Confirma-se: é estranho-nervoso-possível maluco. Espera, então também eu e mais meio mundo o é. O filme já vai longe e ele parece desmaiar. Inclina a cabeça para baixo duma maneira tonta. Já não se ouve o gameboy. Não há desmaio. Não acontece nada. É uma pessoa aparentemente normal.

. Mulher ao fundo que parece querer dizer-me algo com o olhar. Amo-te?. Os nossos olhares continuam a trocar-se. Mais um pouco. Agroa dorme ou descansa com a cabeça encostada no vidro.

. Uma rapariga mulata, cabelo afrostyle encaracolado que parece querer picar-se com o pica. Mas um picanço mais numa de enfrentá-lo, como se ele tivesse tido algum comportamento mau do tipo preconceituoso ou de assédio. Olha-o para enfrentá-lo. Parece que quer que ele faça alguma coisa(basta um olhar do tal preconceito ou assédio) para que ela possa enfrentá-lo. Ela está mais do que preparada para se defender. Mas, é ela que está a atacar para depois se denfender. É aquele tipo de situação em que desejamos que o outro nos faça algo "minimamente mau" (ou que assim o possamos considerar), para podermos despejar e canalizar tudo o que temos cá dentro.

. Pica com ar muito estranho, chateado e olha para mim. Acha que é um olhar de flirt e começa ele num olhar flirtuoso. No entanto, continua aborrecido com algo.

. Cigana. Uma mulher cigana. O ser mais impressionante desta viagem. Na estação: caíram as moedas no chão. Muito aflita. "um bilhete de ida e volta, pelo amor de deus". (o comboio a chegar, rápido!). Deixa cair novamente as moedas, agora dentro do comboio. Muito exaltada, aflita por meio cêntimo representar a vida. Vai junto à janela. Chora. Desespero. Passa-me pela cabeça que vai a Lisboa para reconhecer o corpo de um familiar. Não, é um choro de mágoa e tristeza profundas, dor e desespero (provavelmente da vida). Observo cada ruga da sua cara e o seu olhar.

Não quero sair do comboio. Que vida! que fotografia e imensidão humana que está ali presente naquele compartimento do comboio.
E as pessoas que não mencionei?
E as outras carruagens?
Tenho que sair.
Saio.
Fico prostrada a olhar para eles - sim, conheço-os - enquanto se vão embora. Digo um adeus para mim. Apetece-me acenar como se de facto tivessemos trocado informação sobre as nossas vidas e fossemos fiéis conhecedores da pessoa de cada um.
E agora? Não há mais vida para ver e observar.
Não, há sim.

. Um mendigo/um bêbedo, sentado na estação. Cabisbaixo com os cotovelos apoiados nos joelhos. A garrafa de vinho tinto em pé, vazia ao lado. Parece que lhe faz companhia como se dum ser humano se tratasse.

. E mais à frente,..

Enfim, a vida continua..